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Defesa Agrícola

Enfim, benzoato recebe registro definitivo

Produto é utilizado para combate à lagarta Helicoverpa armigera e sua liberação dependia de decretos anuais de estado de emergência

30/11/2017

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concedeu nesta quarta (29) o registro definitivo para o produto Proclaim 50, a base do ingrediente ativo benzoato de emamectina, importante no combate à Helicoverpa armigera, praga que ataca cultivos de soja, milho e algodão.

 

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), por meio da comissão de Defesa Agrícola, tornou o assunto prioridade em 2016, e teve grande importância nesta conquista. Outras entidades que também buscavam o registro definitivo são a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), a Aprosoja Brasil e a Associação Brasileira dos Produtores do Algodão (Abrapa).

 

“Foi um trabalho forte das entidades para mostrar a importância desta molécula para o combate da lagarta Helicoverpa armigera junto ao Ministério e aos órgãos de defesa agropecuária. Em 70 países, o uso já é liberado e a falta desse registro no Brasil aumentava o custo de produção”, afirma Endrigo Dalcin, presidente da Aprosoja.

 

A 2ª vice-presidente Norte e coordenadora da comissão de Defesa Agrícola, Roseli Giachini, participou ativamente de grupos técnicos que discutiram a priorização de registros de novas moléculas no país. “Solicitamos prioridade para o benzoato de emamectina porque a Helicoverpa armigera é uma praga de difícil controle e ataca diversas culturas”, diz.

 

Para Roseli, que é doutora em fitopatologia, o registro definitivo é uma vitória para o setor, apesar de apenas uma empresa deter o produto técnico. “É importante que, após este registro, os órgãos reguladores liberem o registro de outros produtos genéricos para outras empresas  para não haver concentração de mercado”, reforça Roseli.

 

Antes deste registro definitivo, os Estados em cujas lavouras havia ataque da praga dependiam da publicação de decretos de estado de emergência para terem direito à liberação do produto. Somente assim os produtores rurais conseguiam autorização especial para importar o produto e utilizá-lo no combate à lagarta, o que tornava o manejo mais oneroso.

Fonte: Ascom Aprosoja

Assessoria de Comunicação

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