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Autor: Carlos Alberto Sardenberg
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Notícia
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil prevê redução de área de milho e crescimento da soja na região Sul do País 28/07/2010 - 14h13
A perda de área do cereal para a oleaginosa na região Sul repetiria algo já registrado em 2009/10, quando o plantio de soja cresceu 7,8 por cento ante 08/09 e o de milho verão recuou mais de 20 por cento na mesma comparação, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A soja e o milho concorrem em área nos Estados sulistas. "Em comparação com o milho de verão, a soja continua como melhor alternativa. É esperada uma redução de área de milho de verão e consequente aumento na área de soja na região Sul", declarou a senadora, após reunir-se com representantes de dez federações de agricultura nesta terça (28). A avaliação da CNA confirma análise feita na segunda-feira pela consultoria Céleres. Na colheita passada (09/10), o Brasil obteve um recorde de produção de soja, com o aumento de área visto também nas outras regiões do país, e com boas condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras. A Conab estimou a safra em 68,7 milhões de toneladas, mais de 10 milhões de toneladas superior a 08/09. A presidente da CNA não deu detalhes sobre sua expectativa de aumento de plantio em comunicado, mas considerou que as condições também são favoráveis para a soja no Centro-Oeste, a principal região produtora da oleaginosa no país. Na região Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, já predomina a produção de soja no verão, com o milho sendo plantado na segunda safra (safrinha) apenas após a colheita da oleaginosa, no primeiro trimestre do ano. Mas a CNA também acredita em crescimento da área de algodão no Centro-Oeste no verão, "reflexo da valorização da pluma no mercado internacional". Balanço 09/10 Embora a colheita de grãos e oleaginosas do Brasil em 09/10 esteja estimada em um recorde de 146 milhões de toneladas, os produtores sofreram com preços baixos, segundo a confederação. Os preços da soja, milho e arroz caíram, na média, 13,26 por cento em relação ao ano passado, segundo nota da CNA. Mas para 10/11 as perspectivas são melhores em termos de custos, notou Kátia Abreu. Para a próxima safra, que começa a ser cultivada em meados de setembro no Centro-Oeste, estima-se uma queda de 10 a 15 por cento nos gastos com insumos, em meio a preços mais baixos dos fertilizantes, que respondem pela maior parte do custo. Fonte: Reuters
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