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O Brasil deles é melhor
Autor: Carlos Alberto Sardenberg
Notícia
Estocagem pode ser entrave 04/02/2010 - 8h23
Mesmo com a remoção de 297 mil toneladas de milho
adquiridas pelo governo dos armazéns mato-grossenses até o final deste mês, os sojicultores da região norte do Estado temem pela falta de espaço para abrigar a produção de soja, atualmente em fase de colheita.

“Estamos preocupados, por que com esse preço
muito baixo e o frete encarecendo a cada dia, os produtores podem não querer vender”, explica o presidente do Sindicato Rural de Sinop, Antonio Galvan.

Na região de Sinop, entre 10% e 12% da lavoura já foi colhida, conforme estimativa do presidente do sindicato. “A colheita está em dia, não houve perdas, o clima tem ajudado nos últimos dias”. Mas os preços, segundo ele, não agradam: tem ficado abaixo de R$ 25 a saca de soja bruta. “E enquanto isso o frete só aumenta, por causa da safra que começa a ser removida”. Com isso, o sojicultor não é satisfatonamente remunerado pelo que produz, afirma Galvan.

RETIRADA

Ele acrescenta que a remoção do milho adquirido pelo governo não ajuda em nada. “É inútil, porque retira muito pouco, e ainda há milho dos produtores sem ser vendido”, reclama. Segundo números da superintendência regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cerca de 1,4 milhão de toneladas de milho ainda não foram comercializadas em Mato Grosso, provenientes da safra 08/09.

Em 2009, o governo federal investiu R$ 1,5 bilhão em leilões, para escoar a produção de milho no país. Desse total, 50%, ou seja, R$ 789 milhões, foram reservados apenas para Mato Grosso.

A falta de espaço pode se agravar, diz Antonio Galvan, ao final deste mês e início do próximo, quando a colheita da soja se intensifica. Na opinião dele, a opção possível para
atender as necessidades dos sojicultores mato-grossenses é que o governo federal disponibilize valores mais expressivos para realização dos leilões, de modo a permitir liberação dos armazéns para abrigo de milho safrmnha e soja.

Galvan relata que, por meio da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), será apresentada solicitação ao governo federal para oferta de prêmio de escoamento da produção, como tem ocorrido com o milho.
Autor: Silvana Bazani
Fonte: Folha do Estado

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