Semeadura de Milho

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Quando os agricultores concluem o planejamento de safra, é o momento de orientá-los quanto aos demais aspectos técnicos a serem considerados por quem cultiva a cultura do milho:

1- Verificar as sacarias/bags das sementes: um dos aspectos é se a semente é dessa ou de safras passadas. Neste caso, deve constar a reanálise e o produtor ter o conhecimento; verificar os laudos que atestam a qualidade; e conferir as notas fiscais (validade, lote e quantidade, e se são compatíveis com o produto que recebeu na propriedade);

2- Acondicionar as sementes: ao receber as sementes na propriedade, o produtor deve acondicioná-las em ambiente com temperatura e umidade controlada (temperaturas até 30°C e umidade do ambiente até 14%), de preferência sobre estrados a 15 cm distantes do solo;

3- Realizar o tratamento de sementes: por ser um custo mínimo quando comparado ao custo da tecnologia da semente, essa medida tem fundamental importância, principalmente no quesito de ataque a pragas iniciais, bem como para que se obtenha um bom arranque inicial uniforme de estande;

4- Atentar-se à realização do refúgio no milho Bt: o refúgio deve ser de, no mínimo, 10% da área cultivada com milho Bt, não ultrapassando 800 m de distância e utilizando variedades da mesma espécie não portadoras de gene.

Obs.: além do refúgio, o produtor deve seguir a recomendação da distância de isolamento (coexistência) exigida por lei – distância de 100m – isolando as lavouras de milho transgênico ou bordadura de 20m, desde que sejam semeadas 10 fileiras de milho não-transgênico de igual porte e ciclo do milho transgênico.

5- Realizar o Manejo Integrado de Pragas (MIP): durante a condução da lavoura, orienta-se que o produtor aplique o MIP para identificar as pragas existentes na área, quantidade e estádios, tornando-se importante ferramenta para a tomada de decisão de intervenção com o controle; 

6- Aplicar o Manejo Integrado de Doenças (MID): na cultura do milho, além de comprovado que aplicação de fungicidas responde bem à produtividade, o monitoramento das outras doenças existentes é fundamental. Esta prática se torna de grande importância principalmente para doenças fúngicas, que comumente ocorrem no Estado, entre elas a Ferrugem Polissora (Puccinia polysora), Cercosporiose (Cercospora zea-maydis), Helmintosporiose (Exserohilum turcicum) e complexo de Mancha-Branca (Pantoea ananatis);

Nos monitoramentos das áreas cultivadas com a cultura do milho, observar a cultivar utilizada quanto à resistência a pragas, inclusive correlacionando com a presença e o ataque. Caso verifique ocorrências atípicas, o produtor deve procurar seu responsável técnico ou a empresa da qual adquiriu a semente para mais informações.

Orientamos que o agricultor tenha o acompanhamento de um engenheiro agrônomo,  que irá dar o suporte e as recomendações técnicas quando às aplicações (tecnologia de aplicação): tipo de ponta, produtos, doses, volume de calda, pressão, vazão, temperatura, velocidade do vento, umidade, entre outros, incluído a rotação de ingredientes ativos. Também é relevante fazer o recolhimento da ART da cultura do milho, na qual poderá acrescentar as demais culturas cultivadas na segunda safra (milheto, sorgo, crotalária, entre outras).

 

Para mais informações, consulte a comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja: 

Diretor Técnico: Luiz Nery Ribas (65) 9989-1413 ou pelo e-mail: nery@aprosoja.com.br

Analista: Eduardo Vaz (65) 9917-2406 ou e-mail: eduardo.silva@aprosoja.com.br

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