Comissão do Mapa reavalia fungicidas contra ferrugem asiática

Diretora da Aprosoja, Roseli Giachini, participa da comissão que verifica eficiência dos produtos contra a doença da soja

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A ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) é uma doença que atinge a soja e causa muitos prejuízos às lavouras. Em doze anos, desde que foi descoberta, já causou mais de US$ 10 bilhões de prejuízos. Para combate-la, os agricultores devem fazer uso de fungicidas com diferentes modos de ação.  “Para o produtor, é muito importante ter confiança no produto que está usando, não usar defensivos ineficientes ou de baixa eficiência”, diz Roseli Giachini, 2ª vice-presidente Norte e coordenadora da comissão de Defesa Agrícola da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). O diretor técnico da associação, Nery Ribas, acrescenta que muitos produtos têm perdido a eficiência com o passar do tempo devido ao aumento de resistência criada pelos fungos.  A diretora participa da Comissão Técnica de Reavaliação Agronômica de Produtos Formulados de Agrotóxicos e Afins Registrados para o Controle de Phakopsora pachyrhizi na Cultura da Soja, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que se reuniu nesta segunda (28) e terça (29) em Brasília. “Fizemos um trabalho importante neste ano com a avaliação de 126 produtos para o combate da ferrugem asiática. Alguns terão seus registros de alvo suspensos, outros serão mantidos, tudo com base nos laudos de eficiência e pareceres técnicos enviados pelas empresas fabricantes”, explica Roseli.  Ela informa que neste processo foram avaliados produtos com apenas um ingrediente ativo e que, no ano que vem, serão avaliadas as misturas. “As empresas precisam defender seus produtos, que são avaliados dentro dos critérios da comissão, formada por pesquisadores da Embrapa, Sociedade Brasileira de Fitopatologia, Ibama, Anvisa, Aprosoja Brasil, entre outros”, diz a diretora da Aprosoja.  Para Ribas, o processo oficial do Mapa é fundamental para apresentar resultados atualizados tanto à sociedade como para os agricultores, principais consumidores dos defensivos.   

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