Armazena MT

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Incentivo à Armazenagem de grãos em Mato Grosso

Armazena MT

 

Embora a produção brasileira de grãos tenha crescido em ritmo acelerado, a capacidade de armazenamento não acompanhou esse ritmo, principalmente em Mato Grosso. Esse cenário é preocupante porque quando o agricultor garante seu armazenamento, tem poder de barganha para escolher a melhor época de comercialização, pois não precisará desovar rapidamente sua produção. Já quem não possui armazenagem própria é levado a escoar a produção assim que a colheita termina – um momento de grande oferta e, consequentemente, preços mais baixos.

 

Déficit de armazenagem em Mato Grosso

O volume da produção agrícola de soja e milho em Mato Grosso soma 59.328.906 toneladas, segundo dados do Imea. Já a capacidade instalada de armazenagem no estado é de 33.481.357 toneladas. Porém, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) postula que é preciso manter um percentual de 20% como margem de reserva. Assim, o ideal seria uma capacidade de armazenamento de 71.194.687 toneladas. Com isso, o déficit de armazenagem atual no estado é 37.713.330 t, o que corresponde ao índice de 53%. 

 

Porque a armazenagem é um bom negócio

  • Minimiza perdas quantitativas e qualitativas;
  • Requer menor gasto com transporte;
  • Confere maior agilidade na colheita;
  • Permite o escalonamento da comercialização.

Armazenagem própria = melhora significativa da competitividade do produtor

 

Como o Armazena MT pode ajudar?

O Armazena MT é uma linha de ação da Aprosoja visando orientar os associados sobre como ampliar a capacidade própria de armazenamento em suas propriedades.

Objetivos

  • Desburocratizar o acesso ao crédito;
  • Esclarecer possíveis dificuldades técnicas;
  • Implementar gradativamente a cultura mútua de condomínios;
  • Fomentar linhas de créditos para armazenagem que sejam mais atrativas para o produtor rural;
  • Difundir soluções alternativas de armazenagem em Mato Grosso.

 

 

O que fazer?

O primeiro passo é identificar qual é o tipo de armazém mais indicado para a sua necessidade.

Tipo

Características

Vantagens

Desvantagens

Silos Elevados de Concreto

Depósitos de concreto de média e grande capacidades, constituídos por duas partes fundamentais: torre (elevadores, secadores, exaustores, máquinas de limpeza, distribuidores e demais componentes) e conjunto de células e entrecélulas (grãos pós-secagem e limpeza).

• Ocupam menos espaço por serem verticais.

• Têm paredes espessas que evitam transmissão de calor para massa de grãos.

• Têm melhor conservação dos grãos, que conferem mais tempo de armazenagem.

• Alto custo e longo tempo de instalação.

• Alto custo de manutenção.

• Alta incidência de quebra do grão devido à altura do silo.

Silos Metálicos

Silos de média e pequena capacidades, em geral metálicos, de chapas lisas ou corrugadas, de ferro galvanizado ou alumínio, fabricados em série e montados sobre um piso de concreto.

•     Fundações mais simples e menor custo.

• Custo por tonelada inferior ao silo de concreto.

• Célula de capacidade média que possibilita mais flexibilidade operacional.

•       Possível infiltração de umidade.

•         Possibilidade de vazamento de gases durante o processo de expurgo.

•         Transmissão de calor para dentro da célula, podendo ocorrer condensação.

•         Maior custo de instalação que os graneleiros.

Armazéns Graneleiros

Apresentam estruturação bastante simplificada e o método de estocagem é vantajoso: os produtos são estocados em montes, sobre lajes de concreto executadas diretamente sobre o terreno.

• Baixo custo por tonelada instalada.

• Rapidez de execução.

• Grande capacidade em pequeno espaço.

• Pequena versatilidade na movimentação de grãos.

• Pequeno número de células. 

• Grande possibilidade de infiltração de água.

• Possibilidade de ocorrer dificuldade de aeração.

Silos Bolsas

Túneis de polietileno de alta densidade constituídos por camadas internas e uma camada exterior branca de dióxido de titânio, responsável por conferir mais resistência e reflexão dos raios solares, que poderiam causar ressecamento da lona plástica.

• Baixo custo operacional.

• Possibilitam separar a safra por lotes e qualidades diferentes.

• Otimizam a logística durante a colheita.

• Protegem os grãos armazenados de agentes externos e de pragas.

• Conservam a qualidade dos grãos.

• Necessidade de adquirir as máquinas embutidoras, extratoras e trator (manutenção e treinamento).

• Vulnerabilidade de predadores que podem furar a superfície plástica.

·                     Tempo de armazenagem menor que os outros sistemas de armazenamento.

• Certa dificuldade para descarregar os grãos armazenados.

Silos Móveis

Estrutura metálica com lonas de alta resistência e telemetria com automação autônoma e remota. Sua modularidade é flexível e expansível conforme a necessidade.

·   Baixo custo em relação aos demais sistemas de armazenagem.

·   Baixo custo de manutenção.

·   Rapidez de instalação e desmontagem com baixa necessidade de mão de obra.

·   Possibilidade de separar a safra por lotes.

• Capacidade de armazenagem limitada.

• Necessidade de equipamentos móveis para carga e descarga.

• Vida útil menor em relação aos sistemas de armazenagem fixos.

 

Agora que já sabe qual é o modelo ideal para a sua propriedade, acesse neste ambiente uma simulação sobre o potencial de viabilidade econômica do seu projeto. 

 

QUANDO NÃO HÁ VIABILIDADE PARA ARMAZÉM PRÓPRIO

Uma alternativa competitiva para os agricultores que não possuem viabilidade para investir em uma estrutura própria de armazenamento em sua propriedade é participar de condomínio agrícola. Neste link, é possível acessar um documento com o passo a passo de como montar um condomínio agrícola, e aqui é possível fazer o download de um modelo para o Estatuto de Condomínio Rural elaborado pela Aprosoja.

 

TENHO VIABILIDADE PARA FINANCIAR. E AGORA?

Em seguida, é a hora de elaborar um projeto com o estudo de viabilidade econômica do empreendimento, conforme a capacidade e a necessidade específica, levando-se em conta o tamanho da área e produção. A recomendação é que o produtor contrate uma consultoria especializada privada para a elaboração do estudo, que será pré-requisito para o processo de acesso a linhas de crédito e financiamento.

O Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 terá R$ 190,25 bilhões em crédito rural para o período de 1° de julho a 30 de junho de 2018. Para investimento, o montante de recursos será de R$ 38,149 bilhões, o que representa um aumento de 12% em relação a 2016/2017.

O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) terá R$ 1,6 bilhão em recursos e o programa de inovação (Inovagro), R$ 1,26 bilhão, com taxas de juros de 6,5% ao ano. Nestes dois programas, a queda da taxa de juros foi de 2 pontos percentuais. A taxa de juros menor para investimentos em armazenagem atende a uma demanda dos produtores, após uma safra recorde.

O FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) teve queda de taxa de juros de 1 ponto percentual, com taxa de juros de 7,5% ao ano e bônus de adimplência de 15% (6,3750%).

Agora, basta procurar a agência bancária da sua preferência. Operam os financiamentos os bancos Sicredi, Banco do Brasil, Caixa e Santander.